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RESPEITAR O QUE É DE TODOS TAMBÉM É CIDADANIA

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Há publicações que gostaríamos de não ter de fazer.
Nos últimos dias, flores plantadas nos canteiros e espaços públicos da nossa vila foram retiradas e levadas. Outras, que ficaram, foram arrancadas ou danificadas, como mostram estas imagens.
E é legítimo perguntar: teremos de instalar câmaras de videovigilância na vila para garantir aquilo que deveria resultar simplesmente do civismo e do respeito pelo que é de todos?
Quando visitamos outros concelhos, tantas vezes elogiamos: “Está tão bonito. Está tão cuidado.” E, não raras vezes, acrescentamos que gostaríamos de ver o nosso concelho assim.
Mas quando o Município investe, quando os nossos trabalhadores cuidam, plantam, limpam e procuram tornar os espaços públicos mais bonitos e agradáveis para todos, não podemos aceitar que haja quem destrua ou leve para casa aquilo que foi colocado na rua precisamente para ser de todos.
Não estamos a falar do valor financeiro das flores. As suculentas que foram levadas são plantas de reduzido valor e facilmente acessíveis.
Estamos a falar de respeito. De civismo. E do desânimo que estas atitudes provocam em quem, todos os dias, trabalha para cuidar e embelezar a nossa terra.
Os canteiros municipais não pertencem à Câmara. Pertencem a todos nós. Aquilo que ali é plantado não está abandonado nem disponível para quem quiser levar. Está ali para embelezar o espaço público e para que todos possam usufruir dele.
Quem gosta das flores pode apreciá-las. Quem quiser tê-las em casa pode adquiri-las. E quem, por qualquer razão, não puder fazê-lo, contemple-as onde estão, porque também foram plantadas para si.
Continuaremos a cuidar da nossa vila e do nosso concelho. Não serão comportamentos desta natureza que nos farão desistir de melhorar os nossos espaços públicos.
Mas fica um apelo muito claro: respeitem o trabalho realizado. Respeitem o espaço público. Respeitem aquilo que é de todos.
Porque podemos discutir investimentos, prioridades e opções. Podemos querer mais e exigir melhor. Mas nenhuma Câmara Municipal consegue substituir o civismo individual.
E, no final, as atitudes ficam sempre no lugar de quem as toma.
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